A Copa do Mundo de 2026, disputada em Canadá, México e Estados Unidos entre 11 de junho e 19 de julho, ficará marcada por muita coisa — mas para quem acompanha música eletrônica, um detalhe chamou atenção especial: o torneio adotou o house e o tech-house como parte central da sua identidade sonora, algo inédito na história do evento.
David Guetta abre o torneio no Azteca
Tudo começou em grande estilo em 11 de junho, quando o histórico Estádio Azteca, na Cidade do México, recebeu a cerimônia de abertura com uma apresentação eletrônica de David Guetta, ao lado do venezuelano Danny Ocean, que misturou pop latino, reggaeton e eletrônica no mesmo palco.
DJs entram em campo — literalmente
Em cidades-sede como Toronto e Los Angeles, sets de DJ ao vivo substituíram a tradicional animação pré-jogo dentro dos estádios, transformando o momento que antecede as partidas em algo parecido com um festival de música eletrônica a céu aberto — uma escolha que a própria FIFA descreveu como parte de um esforço para aproximar o torneio de uma identidade sonora mais contemporânea.
DNA: o hino oficial que uniu Bocelli e Guetta
A trilha sonora oficial da Copa, a canção "DNA", reforça essa mistura: o tenor Andrea Bocelli divide os vocais com Megan Thee Stallion e EJAE, enquanto a produção eletrônica fica por conta de David Guetta — uma combinação improvável entre ópera e tech-house que resume bem o tom musical do torneio.
Direto ao ponto
- A Copa do Mundo 2026 aconteceu entre 11 de junho e 19 de julho, com sede em Canadá, México e Estados Unidos.
- A cerimônia de abertura, no Estádio Azteca, teve apresentação eletrônica de David Guetta e o venezuelano Danny Ocean.
- Em estádios de Toronto e Los Angeles, sets de DJ substituíram a animação tradicional que antecede as partidas.
- "DNA", hino oficial do torneio, junta Andrea Bocelli, Megan Thee Stallion, EJAE e produção eletrônica de David Guetta.
A final, em 19 de julho, no MetLife Stadium, em East Rutherford, teve show de intervalo confirmado pela própria FIFA — mais um sinal de que grandes eventos esportivos estão cada vez mais dispostos a colocar a música eletrônica no centro do palco, e não apenas como pano de fundo.
Quando o maior evento esportivo do planeta escolhe o tech-house como trilha sonora oficial, fica difícil não enxergar isso como um termômetro do quanto a eletrônica já é mainstream.
Fica a pergunta para as próximas edições: a Copa do Mundo virou, sem querer, uma vitrine internacional para a música eletrônica — e essa aproximação entre futebol e pista de dança veio para ficar?